Vespas asiáticas em Lisboa saíram para conhecer a cidade e quando regressaram o ninho já estava para alojamento local

As vespas asiáticas que chegaram recentemente a Lisboa aproveitaram o dia de ontem para dar uma volta pela cidade. “O primeiro dia foi para descansar, ontem fomos então dar uma volta, inclusivamente de tuk-tuk”, explica uma vespa asiática. 

O condutor do tuk-tuk terá sido a primeira vítima destas vespas, mas Simplícia garante que foi um acidente. “Foi com os solavancos ali numa rua em Alfama, pensámos que estávamos a ser atacadas e cravámos no rapaz”, lamenta. 

No entanto, o pior seria mais tarde, quando regressaram ao ninho e perceberam que tinha sido transformado em alojamento local. “Segundo nos disseram outros insectos que viram tudo, esteve aí a câmara para tomar conta da ocorrência e pouco depois chegaram os primeiros hóspedes”, explica a vespa. 

As recomendações internacionais dizem que os ninhos de vespas asiáticas devem ser destruídos. Porém, no caso de Lisboa, a cidade não se pode dar ao luxo de destruir espaços que possam albergar turistas.

“Ainda pensámos pôr o ninho para habitação, no programa de rendas acessíveis, mas ficava caro, porque o preço aqui não é ao m2, é ao favo”, explica fonte da autarquia, que acabou por contactar Robles. “Um ninho de vespas, que te parece? Era para destruir, mas aquilo está perto do metro”, sugeriu a mesma fonte. 

Certo é que agora as vespas não têm para onde ir. “Acho que não se faz, acho que não se deixa assim uma vespa na rua, sabendo bem que ninguém está disponível para nos receber”, desabafa Simplícia, “vai ter de ser à ferroada e depois dizem que somos anti-sociais”.