Portugal acaba de adquirir mais helicópteros daqueles que só descolam, não aterram. O ministro da Defesa tem perdido algum tempo a explicar que foi a melhor escolha. “Temos de estar sempre a comprar justamente por serem de uso único, descolam e pronto”, lá vai explicando Nuno Melo.
“Por terem esta característica de descolarem e não aterrarem saem muito mais em conta, claro, são baratíssimos, veja que comprámos seis e eles deram mais dois”, acrescenta, “e ainda queriam dar mais, nós é que não tínhamos sítio para guardar”.
Recorde-se que estes helicópteros não aterram por causa do seu tamanho. “Uma vez no ar, não cabem em lado nenhum”, explica o comandante Simplício, especialista do Imprensa Falsa para assuntos aeronáuticos, menos balões, que diz que nunca percebeu qual é a ideia.
Na tarde de quinta-feira passada, o Imprensa Falsa subiu a bordo de um Black Hawk, descolámos e ainda aqui estamos no ar. A tripulação julgava ter visto há instantes um espaço onde devia caber, mas também não cabe.


