Segunda-feira, Abril 22, 2024
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Passos também vendia farófias para fora quando estava em exclusividade no Parlamento e na Tecnoforma

3649382571_3d1c540531_zComo se não bastasse estar em exclusividade no Parlamento e na Tecnoforma, o Imprensa Falsa sabe que Passos Coelho, na mesma altura, também vendia farófias para fora.

«É à farófia, é sim senhor. São a vinte escudos a farófia», terá informado Passos Coelho, telefonicamente, a uma cliente, em 1997. «Quando é que é a festa, minha senhora?», terá perguntado Passos Coelho, que não sabia se podia responder ao pedido. «Sábado? Vai ser difícil, porque esta sexta tenha plenário e ainda tenho de ir à tarde ao aeródromo de Tires, porque há formação em parqueamento de aeronaves bimotores em espinha e sou eu que lecciono esse módulo. Mas pronto, vamos ver o que é conseguimos fazer. São quantas farófias?», quis saber. «Duas taças cheias? Muito bem, e com ou sem canela? Se calhar preferem pôr a canela aí, não é!? Pois é, fica mais cremoso, então fica-se assim combinado. Sábado podem passar cá depois de almoço», terá concluído Passos Coelho, numa conversa que chegou à PGR através de uma denúncia anónima, enviada por um outro cliente que também quis farófias naquele sábado e Passos Coelho já não fez para ele.

Aliás, eram tantos os pedidos que Passos Coelho terá feito obras na sua casa, em Massamá, alargando a cozinha para uma marquise, onde eram embaladas as farófias. Relatos dão conta de que o agora primeiro-ministro fazia mais de mil contos em farófias e não havia facturas porque na altura também ninguém dava Audis por elas.

Entretanto, questionado pelo Imprensa Falsa sobre este caso, Passos Coelho disse para se perguntar à Procuradoria Geral da República. O Imprensa Falsa contactou então a Procuradoria, que limitou-se a afirmar, num comunicado lacónico: «Foram as melhores farófias que já comi, mas já prescreveram.»

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