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Parasitas, o filme

De Bong Joon-ho

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Consegui ontem ver o filme Parasitas, já disponível no videoclube. Pelo menos no MEO, no teo não sei. Estava com bastante curiosidade e então sentámo-nos, fomos buscar a manta e as máscaras – o filme vem da Coreia, atenção – e visualizámos a película inteira.

Quando se vê um filme inteiro, sem parar, já é bom sinal. Isto porque, muitas vezes, a sétima arte devia chamar-se sétimo minuto, que é mais ou menos até onde aguenta acordado um adulto médio.

O meu caso é particularmente complicado, pois já faço séries de séries. Ou seja, encontro-me neste momento no quarto episódio do terceiro episódio da segunda temporada de uma série. 

Sobre Parasitas, podem ser feitos muitos elogios e com os Óscares que limpou é seguramente um grande filme. Apesar disso, na minha opinião, nem realização, nem fotografia, nem melhor argumento, o melhor do filme é mesmo o imobiliário. O filme é muito bom, mas a casa é mesmo espectacular. Casa que não é casa, é um cenário. É praticamente o cenário todo.

Enfim, naturalmente que Parasitas é muitíssimo mais do que uma belíssima “vivenda”. Ou seja, não é como alguns James Bonds, que só valiam pelos carros e pelas Bond girls. Por falar nisso, na próxima edição, o agente secreto já vai de Renault Zoe com a Miss Moneypenny partir montras durante uma cimeira do G20.

Mas sobre o Parasitas, bom filme, sim senhores. Não desfazendo. Dá cá uma volta. Quem pensa que sabe ao que vai, é bem capaz de ainda assim se surpreender.