Museu do Azulejo de Berardo, em Estremoz, só fala do futuro porque ele não se lembra de onde é que vieram os azulejos

Apesar de se chamar museu, há pouca história no Museu do Azulejo em Estremoz, que Berardo irá inaugurar uma vez que pertence à empresa onde trabalha. Berardo terá tido um papel importante na construção daquele museu, que até leva o seu nome. 

“Leva o nome do nosso funcionário porque foi ele que se lembrou disso e até foi ele que arrancou a maioria dos azulejos dos prédios, à noite, sujeito a ser apanhado pelas autoridades, arriscando-se a não lhe acontecer nada”, explica o próprio Joe Berardo, administrador da empresa.

A verdade é que este museu é, ao contrário da definição de museu, virado para o futuro, porque Berardo não sabe como é que arranjou os azulejos. “Foi há muito tempo, não tenho memória”, explica. 

O Imprensa Falsa esteve já esta tarde no museu e junto a um painel muito bonito, maa descrição não explica o que se está a ver. “Painel de Santo António, não se sabe de quem é, muito menos de onde veio, para todos os efeitos é da fundação e depois deve ir para uma empresa”, pode ler-se.