A colisão entre dois eléctricos, no Cais do Sodré, em Lisboa, provocou ferimentos ligeiros em 15 carteiristas. Os indivíduos estão a recuperar bem, mas podem ter de ficar sem furtar durante alguns dias.
“Quando há o embate, eu estava justamente com uma mão na carteira de uma senhora e a outra a disfarçar”, recorda Simplício, “claro que fui de rojo”.
Pelas características das suas funções, os carteiristas circulam quase sempre de pé e raramente vão agarrados, pois precisam das mãos para a sua arte. “Isto a gente é como os pianistas… as mãos é tudo”, confirma Simplício.
Recorde-se que o acidente obrigou ao corte da circulação e os trabalhos de remoção, sobretudo de carteiras e bijuterias que acabaram espalhados nas composições e na via, só terminaram já de madrugada.
Os carteiras pedem agora, pelo tempo que estiverem impedidos de exercer uma arte fundamental para o turismo, um apoio da câmara ou do governo.


