A grávida que deu à luz este sábado numa área de serviço da A22 teve de ir à bomba pagar antes de parir. “Grávida da bomba 5, informamos que a bomba está em pré-pagamento, obrigado”, ouviu-se.
“Vai ser mais alguma coisa? Um chocolate… depois dá-lhe a fome, tem aqui estes três pelo preço de três”, sugeria Simplício, funcionário da estação. “Nada, só quero ir parir”, pedia à grávida. “Cartãozinho de pontos?”, ainda quis saber Simplício.
Questionado sobre se não devia ter autorizado o parto, visto que era uma emergência, Simplício diz que não confia. “Há dias disseram que já tinha a cabeça de fora e que iam pagar com cartão Parto Frota, eu autorizei, pariram e arrancaram”, lamenta.
Entretanto, o Governo também foi questionado sobre se acha bem estar-se a nascer em áreas de serviço. Para o primeiro-ministro, há bastantes condições. “Repare que a bomba tem um dispensador de papéis para limpar as mãos, as mãos ou outra coisa qualquer”, afirmou, “também tem uma caixa de areia para o caso de a placenta cair no chão, porque não queremos que ninguém escorregue, o cuidado e a segurança estão em primeiro lugar”.
Para além de todo este equipamento, o Imprensa Falsa sabe que o recém-nascido foi logo às escovas e ficou a brilhar.


