Editorial | O estranho caso de Mafalda Thunberg

Por todo o mundo, são muitos os fãs de Mafalda Thunberg – no original é Greta Thunberg, mas em Portugal é melhor traduzir-se para Mafalda, não vá ficar-se com uma conta suspensa numa rede social. 

Mas se Mafalda Thunberg tem muitos fãs, são também muitos os que se interrogam sobre a legitimidade de colocar uma criança daquela idade neste papel de liderar a Humanidade contra os poderosos que se esqueceram da Terra ao lume. 

Legítimo pode não ser, mas é bastante prático, na medida em que usando uma menina simpática, cândida e frágil para estes debates, reduz-se drasticamente os ataques dos adversários, porque ninguém se vai atirar à criança. Só Donald Trump, claro, mas quem alegadamente leva com xixi pode tudo. 

Por outro lado, com uma criança também se recolhe muito mais apoio junto das pessoas. O ideal era um gato, mas meter um gato a falar numa cimeira é extraordinariamente complexo, porque se o bicho não quiser falar ninguém o vai convencer. Nem mesmo o engenheiro Guterres. “Psi psi psi psi, vamos, bichano, discursa lá… olha, queres este biscoito que eu trouxe das Filipinas?”.

É, portanto, uma questão táctica. No fundo, escolher a menina Thunberg para liderar esta luta contra o aquecimento global é como levar um bebé de colo para passar à frente na fila dos Correios. Guterres sozinho tinha de esperar, mas aparece com a miúda e nem precisa de tirar senha.

No entanto, há outra hipótese que tem sido levantada e que deve merecer a nossa atenção, pois não está ainda explicada. Que idade terá Mafalda Thunberg? Será mesmo jovem ou uma mulher de 60 anos com o síndrome que também afectou Benjamin Button?

Estaremos nós a questionar a maturidade de uma criança que é na verdade uma senhora danada com as alterações climáticas derivado das consequências para o seu reumático?

Em abono desta teoria constata-se o facto de que Mafalda parece cada vez mais jovem. Quando tudo isto começou era pré-adolescente, mas no último discurso nas Nações Unidas já entrou praticamente a gatinhar e não foi por ter abusado do catering, como costuma acontecer com Jean-Claude Juncker.

Enfim, está-se, sem dúvida, na presença de um mistério. Certo é que se deve poupar a jovem – ou a senhora – a críticas, muito menos quem acorda os putos da sesta para ir à Loja do Cidadão.