Rui Pinto passou da prisão para a prisão domiciliária, algo que deixou a maioria dos portugueses muito satisfeita, mas com a pulga atrás da orelha.
As primeiras notícias davam conta de um acordo entre a Polícia Judiciária e o hacker, que teria aceitado desencriptar uns discos que as autoridades apanharam. Rui Pinto não queria por nada dar-lhes a receita do pudim, mas acabou por ceder.
Mesmo assim, para os portugueses ainda há aqui qualquer coisa estranha, pois toda a gente sabe que o hacker em casa terá computador.
É aqui que entra o Nónio, uma realidade que apareceu já depois da captura de Rui Pinto. Com o Nónio, eles sabem que Rui Pinto não descobre mais nada. Nem ele nem ninguém. Nem o acelerador de partículas, que no outro dia esteve perto para perceber a origem do universo mas tinha de se registar no Nónio.
“Eu logo vi”, concluem os portugueses.


