Rúben Amorim está fora do Manchester United. Correu mal… Mas não foi por falta de aviso, porque dissemos todos para ele não se meter naquilo. – Ó Rúben não vás! – É uma armadilha! – Mas ele… está bem. Claro que agora já está tudo a tentar descobrir para onde vai Rúben Amorim a seguir. Sabemos que gosta de desafios difíceis ou mesmo impossíveis, portanto, para mim, é claro que vai comandar a Venezuela e mesmo aí jogará com três centrais, Belize, Guatemala e Panamá. No banco ainda tem a Jamaica, o Haiti e a Barbuda.
Por falar em Venezuela, Nicolás Maduro já foi presente ao juiz. No telefonema que fez, o único a que tinha direito, ligou a José Sócrates para pedir aconselhamento jurídico. – Tens de começar por dizer que a Venezuela não é tua, pá. É de um amigo de infância – recomendou. Depois apresentas uma série de recursos, o teu juiz tem 92 anos, faz os recursos em letra pequenina, tipo aquela na publicidade, que não querem que se leia – continuou. Mais à frente, troca de advogado como quem troca de camisa ou de fato de treino no teu caso -concluiu.
Sim, o novo advogado de José Sócrates não pode estar presente por estar doente, inclusivamente internado. A juíza, que já não pode com Sócrates, ainda deve ter pensado transferir o Tribunal para a enfermaria 2, mas acabou por deixar-se estar. Escolheram, em vez disso, uma advogada oficiosa, mas que já renunciou por “objecção de consciência”, na medida em que é militante do Chega. Já é o segundo defensor oficioso de Sócrates que não vê bem. Esta senhora doutora diz que se pronunciou muito criticamente sobre José Sócrates e por isso não pode defender.
É uma atitude nobre. Mas se vamos ter de encontrar alguém que nunca disse mal de Sócrates, então é melhor anular o julgamento. Nem a mãe o pode defender, porque ele só lhe tem dado problemas, o diabrete. Sócrates vai agora escolher um advogado que ainda não nasceu. Temos de esperar que o bebé nasça numa ambulância, cresça, vá para Direito, depois para a Ordem dos Advogados e pronto. A juíza só tem de suspender o julgamento por 20 e tal anos.
Voltando a Maduro… terá ouvido os conselhos e na primeira sessão do seu julgamento disse ao Tribunal que este não tinha legitmidad, porque no tiene jurisdicción! O juiz, que tem 92 anos e se assusta quando bate com o martelo porque não se lembra que foi ele, lá lhe disse “queres é ser julgado na Venezuela”. – Qual Venezuela! – terá gritado Maduro – “hombre, quero é ser julgado em Portugal!
Também teve azar, reconheça-se. Em Portugal, Maduro tinha sido ontem de manhã presente ao juiz e à tarde já estava na Venezuela a oprimir outra vez. Só tinha de se apresentar de quinze em quinze dias na esquadra da GNR de Caracas. Se não pudesse ir ele, bastava mandar alguém para dizer que ele não podia.
Por fim, uma actualização da corrida presidencial. É hoje o debate televisivo entre os 11 candidatos. Pena não se arranjar mais 11 e resolvia-se isto de outra forma, no estádio do Algarve. Mas o debate fica para a próxima.


