Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026
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Seguro e Almirante: O semi-rígido afundou o porta-aviões

Uma guerra difícil para o almirante.

Ontem foi a vez de António José Seguro e Gouveia e Melo se encontrarem, na SIC, para um debate presidencial. Seguro entrou a matar, a tal ponto que, se Gouveia e Melo imaginasse, tinha ido de camuflado para o estúdio. Ainda tentou submergir mas deu com os queixos no plateau.

Via-se nos olhos do Almirante uma dúvida: Mas não era suposto ele ser um panhonha? E outra: Por que raio me meti nisto e não num clube de bridge?

O almirante não tem andamento para esta guerra. Não é desqualificado, tem currículo, tem cultura, mas entre o seu passado na mar e o seu futuro na política, só há uma coisa em comum: nada.

Não lhe correu bem e conseguiu fazer de António José Seguro, que muitos comparam a um semi-rígido, um porta-aviões.

Ontem, para lá dos ataques, ainda se tentou debater coisas interessantes, mas Clara de Sousa já estava com ordens para acabar com a discussão que tinha acabado de começar.

– Temos de acabar, temos de acabar.

Tinham passado mais ou menos 25 minutos. Mas têm de acabar porquê? Têm onde estar? Tinham coisas combinadas? Ora, para os candidatos… aquilo, para já, é a vida deles. Os jornalistas também deviam estar com tempo.

Nos canais generalistas ainda se entende a falta de tempo. É preciso encurtar os debates porque temos de seguir com as notícias do mundo, como aquela do guaxinim que assaltou uma loja de licores, apanhou uma cadela e ficou a dormir na casa de banho. Mas, nos canais de informação, dá-se o caso de termos comentário sobre o debate antes, cerca de uma hora, e depois, outra hora. Mas para o próprio do debate nem trinta minutos há.

Devia ser, pelo menos, ao contrário.

Notas: Duas de 20 euros para Seguro, 10 para Gouveia e Melo.

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