O Orçamento Geral do Estado para o próximo ano acaba de ser aprovado na generalidade, pelo Parlamento, com as abstenções do PCP, PAN, PEV, o senho Amílcar do talho, a dona Lurdes, o velho Simplício e ainda mais dois que iam a passar pelo Parlamento naquele momento.
“Quem se abstém?”, perguntou o presidente da Assembleia da República, no exacto momento em que os dois indivíduos se levantaram do banco de jardim onde estavam a descansar as pernas.
“Eu olhei para as hora se vou assim ‘não tarda fica noite’ e levantei-me, quando dei por mim tinha aprovado o Orçamento”, desabafa um dos indivíduos.
Quanto ao senhor Amílcar, à dona Lurdes e ao Simplício, foram todos ao Parlamento, esta quarta-feira, por entenderem que o Orçamento tinha que passar. “É uma vergonha o que o Bloco está a fazer, sinto-me revoltado”, explicou Simplício, que votou nas galerias, onde nem se podia manifestar.
“Eu vinha para assistir, apenas, mas percebi que contaram comigo e siga”, explica também a dona Lurdes.


