O Natal em casa dos Cotrim é bastante diferente. Ninguém receba nada de ninguém, todos trabalham para comprar o seu próprio presente e só se oferecem alguma coisa se tiverem mérito.
“Ofereci-me a mim mesmo uma manta de caxemira”, conta, em exclusivo ao IF, o candidato. “Uma manta porque o Palácio de Belém é muito grande e não deve ser fácil aquecer aquilo”, explica, “e comigo não se vai ligar o aquecimento central, porque é um equipamento público e isso para mim não funciona”.
Sobre a razão para ter escolhido caxemira, João Cotrim de Figueiredo explica que tem de mostrar a diferença para os outros candidatos, que usam malhas de segunda categoria, que picam.
“O Almirante deve usar flanela, inclusivamente”, diz. “Os apoiantes de Marques Mendes quiseram a usar a minha manta, mas mandei-os trabalhar”, acrescenta. “Seguro é mais de dormir em conchinha com toda a gente, comigo não funciona”, também refere. “Ventura está sempre em brasa”, conclui.


