Motoristas dos ministros aderem à greve pois também transportam matérias perigosas

Um ministro ia esta segunda-feira de manhã muito bem no banco de trás do seu automóvel oficial, quando, de repente, uma travagem brusca arremessa-o contra o banco da frente.

“Que foi isto, Simplício?”, quis saber, enquanto endireitava os óculos. “Acabo de ouvir na telefonia que a greve é de motoristas de matérias perigosas, senhor ministro, de modo que estou a paralisar”, explicou o motorista.

“Matérias perigosas, senhor Simplício, mas o senhor é o meu motorista…”, respondeu o governante. “Exactamente, senhor ministro, exactamente…”, concluiu o motorista.

Minutos depois, o ministro acabaria por ligar ao primeiro-ministro, para explicar o sucedido, mas o chefe do Governo também tinha ficado apeado. “Estou na carreira, o meu também aderiu”, confirmou.

Recorde-se que, apesar destes motoristas receberem salários normais, entenderam que se deviam juntar aos colegas que também transportam matérias não tão perigosas.