Metro de Lisboa sem travões de emergência: Em caso de perigo, maquinista entra em greve e pára tudo

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O Metro de Lisboa está há dois anos sem travões de emergência porque não tem dinheiro para as peças, mas a verdade é que este sistema de travagem também não é necessário, uma vez que a greve é ainda mais eficaz a imobilizar as composições.

«Quando o travão de emergência é accionado, as composições ainda levam uns bons de uns metros a parar, derivado daquilo que em física se designa por “embalagem”, ou seja, o corpo vem embalado, de maneiras que custa a pará-lo», explica Simplício, especialista em educação física.

«Já no caso de uma greve, não. Nesse caso pára mesmo tudo. Não se vê movimento algum dentro das galerias, que até estão fechadas a cadeado», acrescenta Simplício, que conclui: «Portantos, face a uma situação de perigo iminente, deve o maquinista accionar os travões de emergência, que ainda por cima não tem porque a firma não pode auferir, ou entrar em greve? Não tenho dúvidas que, se eu for dentro do metro, quero que o maquinista entre em greve, porque assim vamos todos a pé mas ninguém se magoa.»