A notícia chocou o país. Uma mãe foi até ao Supremo Tribunal de Justiça para que o jogo da apanhada fosse considerado perigoso. Em causa estava o facto de a sua criança ter partido uma perna, na escola, durante o tal arriscado desafio de apanhar ou ser apanhada pelos colegas.
Para além de ter defendido a pretensão de considerar o jogo da apanhada perigoso, a progenitora procurou ainda que o Tribunal declarasse que a sua criança não podia ter sido apanhada, como foi, porque tinha a perna partida, solicitando então ao Tribunal que decretasse que “não estava a valer”.
Nenhuma das pretensões foi aceite. Mas pior: sabe-se agora que esta mãe estava feita com a cabra-cega e tudo não passou de um esquema para prejudicar a apanhada. O Ministério Público tem estado a escutar a mulher há muitas semanas e são vários os contactos com a cabra-cega.
“Já te pedi para me ligares tu, filha, porque eu tenho muita dificuldade em fazer a chamada por causa da venda nos olhos”, terá pedido a cabra-cega, num dos contactos recentes.
O problema agora é apanhar esta mulher, visto que terá sido avisada pela cabra-cega – as autoridades não percebem como – de que estavam no seu encalço. A suspeita começou então a jogar às escondidas.
“Frio!”, acaba se ouvir, numa altura em que a Polícia Judiciária julgava já estar perto.


