Esteve várias horas fechado no bunker em Belém: Marcelo pensou que a dificuldade em publicar selfies era um golpe de Estado

O Presidente da República passou maior parte do dia de ontem fechado no bunker do Palácio de Belém. Em causa a dificuldade em publicar imagens nas redes sociais, um problema técnico que impedia ontem as pessoas de carregarem fotografias, nomeadamente as selfies com o Chefe de Estado. Marcelo pensou tratar-se de um golpe de Estado e correu logo para aquela infraestrutura que protege a República em caso de ataque. 

“Não se sabe muito bem quem é que pode atacar, mas como os outros têm, nós também mandámos fazer”, explica fonte da Presidência da República.

“Presidente, presidente, um problema generalizado está a afectar as principais redes sociais, estando a ser impossível o carregamento de imagens, nomeadamente as suas selfies”, gritava ontem, a meio do dia, um assessor do Presidente. 

“É um golpe de Estado, querem tirar o meu principal poder, depressa, para o bunker, mandem reunir o Conselho de Estado”, ordenou Marcelo, enquanto tentava ele próprio carregar imagens. “Temos de arranjar maneiras alternativas de continuar a publicar as minhas selfies, chamem-me o Chefe do Estado-Maior-General das Redes Sociais imediatamente”, continuou. 

“Presidente, já não se consegue publicar nem no Facebook nem no Instagram e nem sequer dá para partilhar pelo Whatsapp”, chegou entretanto a notícia. “Vamos declarar o estado de emergência digital. Ainda temos o Twitter?”, quis saber Marcelo. “O Twitter está com algumas falhas mas consegue-se publicar imagens”, explicou Simplício, Chefe do Estado-Maio-General das Redes Sociais, já no bunker. “Vamos começar a publicar pelo Twitter. Mas não só, por todas as redes que estejam operacionais, Tinder, Tumblr, YouTube, fórum da AutoHoje, Portal das Finanças, tudo”, ordenou o Chefe de Estado. 

Entretanto, o problema era resolvido e o Facebook anunciava ter solucionado a questão. Marcelo viria a deixar o bunker já de madrugada, depois de confirmado o restabelecimento das selfies. “Sobrevivemos a este golpe de Estado, mas temos de continuar atentos”, comentou com o gabinete de crise.