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Activistas convidados a pintar passadeiras, visto que gostam de tinta e de parar carros

Ganha o planeta mas também a cidade.

Primeiro, o vandalismo no edifício da Câmara de Lisboa, por parte de activistas climáticos, escandalizou. Mas, pouco depois, a revolta deu lugar à oportunidade.

“Calma”, pediu Simplício, vigilante da autarquia que estava a dormir quando a fachada foi pintada. “Esta rapaziada gosta de lançar tinta em espaços públicos”, começou por lembrar, “por outro lado, também gosta de interromper temporariamente vias de circulação rodoviária”.

“Estou a pensar bem?”, procurou saber, “então, que tal pintarem as passadeiras, que muitas estão que nem se vêem? Era juntar o útil ao agradável…”.

Simplício ofereceu-se ainda para demonstrar. “Deixem cá ver… pronto, a tinta não pode ser encarnada, tem de ser branca, assim como esta, agora vejam…”, e pintou uma passadeira na Baixa.

“Agora vamos esperar por um automóvel…. cá está, parou! Viram? Fizemos um protesto e o bem para a cidade”, concluiu.

“Mas nós precisamos de reivindicar algumas medidas e gritar palavras de ordem!”, explicou um dos activistas. “Ah, certo, mas ninguém te impede de atravessar a passadeira a dizer mal do capitalismo”, lembrou Simplício.

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