Já lá vai o tempo em que os jovens sonhavam ser jogadores de futebol ou mesmo astronautas. Hoje, a grande maioria, quer ser estafeta e distribuir bens num motociclo.
“Eu quando for grande quero ser estafeta”, diz o pequeno Simplício, que é peremptório quando confrontado com a hipótese de poder ficar à frente da multinacional do papá: “Estafeta! Só quero uma acelera e uma mochila gigante!”
A verdade é que o próprio pai de Simplício, se fosse hoje, também não tinha ido para gestão. “É verdade, confirmo, apesar de ser um empresário bem sucedido, hoje só gostava de estar na rua a distribuir alimentos, gadgets, livros, enfim, o que o cliente precisasse”, admite o pai de Simplício.
Também a mãe, nutricionista de sucesso, não tem dúvidas que a única ligação que gostava de ter com os alimentos, hoje em dia, era a distribuição.


