Seguro e Assis festejam até altas horas e fazem mini botellón no Largo do Rato

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Simplício, funcionário da Câmara de Lisboa, não queria acreditar quando hoje varria o Largo do Rato e deu com três litrosas de Sagres e uma de vodca.

«Mas que porcos que os jovens são hoje em dia», lamentava-se Simplício. «Ah, bom dia, isso não foram os jovens, foi o secretário-geral do partido e o cabeça de lista às europeias que estiveram aí até às tantas a comemorar a vitória», explicou Simplício, segurança da sede do PS.

«Mas qual vitória!?», quis saber Simplício, enquanto continuava a apanhar as garrafas. «Nós também ainda não sabemos e eles ainda estão ali a dormir no sofá», respondeu o segurança.

Europeias: Marinho e Pinto diz que se só eleger um eurodeputado, vai o Marinho

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O candidato do Partido da Terra está satisfeito com os resultados das projecções, que lhe dão entre um e dois lugares no Parlamento europeu.

Marinho e Pinto aproveita para anunciar que, se eleger só um, será Marinho a ir. «Foi uma coisa que decidimos logo no início, quando apresentámos a nossa candidatura. Se só fosse eleito um, ia o Marinho», explica Marinho e Pinto.

Europeias: Bloco começou a falar espanhol, disse que só veio ver a bola e pirou-se para Madrid

O Bloco de Esquerda já reagiu às primeira projecções dos resultados das eleições europeias, numa estranha declaração, a cabeça de lista e os dois líderes apareceram com cachecóis do Real Madrid, congratularam-se pela conquista da taça dos Campeões, disseram que gostaram muito de Lisboa mas agora têm de regressar, meteram-se num Seat e foram a buzinar pela rua.

Confrontados ainda assim com os resultados, um dos líderes disse apenas: «No vamos à confundir politica con fútbol”.

Sempre atrasados, portugueses só conseguiram reflectir hoje e contavam ir votar amanhã

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Nestas eleições europeias, a abstenção volta a ser a grande vencedora, mas tal não significa que o povo não esteja interessadíssimo nessa coisa da democracia. A questão é cultural. Os portugueses deixam tudo para a última, de maneiras que só puderam reflectir hoje e contavam ir votar amanhã.

Há poucos minutos, quando ouviram que as urnas tinham encerrado, os portugueses ficaram muito nervosos e começaram a ligar para as juntas para saber se não podem ir votar amanhã, até porque estavam quase a decidir-se.

«Minha senhora, dê-me mais cinco minutos porque eu ainda estou indeciso entre o Marinho e o Pinto», afirmava há pouco Simplícia, num telefonema para a Junta.

Depois da visita dos espanhóis: Portugueses convencidos que independência foi a melhor opção

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A final da Liga dos Campeões trouxe a Lisboa uma quantidade de espanhóis que já não se via por estas bandas há séculos. Depois da visita, os portugueses estão cada vez mais convencidos de que a independência foi mesmo a melhor opção.

«Ai, sim. Se não tivéssemos restaurado a independência antes, era agora, porque não se aguentava este povo mais do que um fim-de-semana», afirma Simplício, que já está pelos cabelos com os espanhóis.

«Eles nem são más pessoas, e até pagam mil euros para dormir numa despensa – por falar nisso, Simplício, vai ver se os espanhóis precisam de umas cobertas – mas de facto falam altíssimo», acrescenta Simplícia, que também preferia que a Final tivesse sido realizada noutro lado, mesmo sabendo que nunca teria conseguido alugar a despensa tão bem.

Agentes da PSP têm de separar tampinhas e devem usar a força se elas tentarem resistir

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Depois de terem sido obrigados a separar tampinhas, os agentes da PSP ficaram esta sexta-feira a saber que estão autorizados a usar a força se as tampinhas tentarem resistir.

Segundo o comunicado do Comando da PSP, «pretende esta polícia que a separação das tampinhas ocorra de forma ordeira, mas se as mesmas oferecerem resistência, nomeadamente não querendo largar as garrafas onde estão enroscadas, estão os agentes autorizados a usar a força, nomeadamente a aplicação de uma carga sobre os recipientes».

No entanto, o Comando faz um apelo para que o uso da força seja sempre proporcional ao tamanho do recipiente e da tampinha, depois de se saber que dois agentes terão alegadamente saltado para cima de uma embalagem de iogurte líquido, que ainda por cima era apenas um repórter de imagem a cobrir a primeira operação policial de separação das tampinhas.

Espanhóis falam alto e jantam às quinhentas: Lisboetas preparam-se para duas noites em claro

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Os lisboetas preparam-se para passar as próximas duas noites em claro e não são só os lisboetas que alugaram as casas. Vão passar todos duas noites em claro, porque ninguém consegue dormir com esta gritaria. Como se sabe, os espanhóis falam alto e começam a jantar por volta das três da manhã, de maneiras que à hora a que Lisboa desperta eles costumam estar a pedir os cafés.

«OLHE, VOU TENTAR PASSAR PELAS BRASAS UM BOCADINHO AMANHÃ, QUANDO ELES ESTIVEREM A DORMIR A SESTA», gritou Simplício, porque de outra forma não o ouvíamos, já que um grupo de adeptos espanhós estava a passar ao lado.

Editorial: As faltas dos políticos não são um problema, o problema é quando eles aparecem

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Felizmente, a campanha para as eleições europeias está a ser marcada por muito pouca política europeia, que, como se sabe, é uma coisa muito chata e enfadonha. A marcar a contenda eleitoral estão, como quase sempre, factos de somenos e questiúnculas, coisas que também são chatas e enfadonhas, mas ainda assim mais apelativas que as quotas do peixe.

Uma das coisas que se tem discutido, por exemplo, é a produtividade e as faltas dos eurodeputados. Sabe-se, por exemplo, que Francisco Assis foi dos eurodeputados que menos produziu e mais faltou, quando passou pelo Parlamento europeu. Não sei se esta informação é verdadeira, pois por defeito profissional desconfio sempre muito da imprensa.

Seja como for, a ser verdade, este é provavelmente o maior trunfo de Francisco Assis nestas eleições europeias, mais do que qualquer ideia ou concepção que o candidato tenha sobre o projecto europeu. Isto porque no caso dos políticos, quanto mais faltas e menos produzirem melhor para todos. Os políticos são os únicos profissionais a quem se pede que não apareçam no serviço.

No lugar de Assis, eu até gritava nos discursos: «Minhas amigas e meus amigos, quem produziu menos, quem foi? Quem é que raramente pôs os pés no Parlamento? Quem é que ia lá só buscar o cheque e mesmo assim às vezes pedia para pagarem pela internet, quem era? Era eu meus amigos e minhas amigas…»

Mas Rangel e Melo não se podiam ficar e teriam rapidamente de ripostar: «O candidato do Partido Socialista diz que foi o que produziu menos, mas é falso, minhas amigas e meus amigos. Vejam aqui os registos do Parlamento europeu, no último mandato. Ninguém fez menos do que eu. Vejam o gráfico. Aliás, há pessoas que não foram eleitas para o Parlamento europeu, que nem sequer se candidataram, mas ainda assim produziram um pouco mais do que eu. As crianças nas visitas de estudo ao Parlamento europeu, por exemplo, fizeram muito mais do que eu. E discursaram, cada um, em média mais 120 minutos.»

A verdade é que a falta de produtividade e as faltas entraram definitivamente no debate político. E os eleitores vão poder finalmente votar em consciência nos candidatos que, pelo seu passado, pelas ideias que defendem e pela folha de presenças, prometem aparecer menos vezes.

Sondagem Europeias: Homicida Manuel «Palito» lidera as intenções de voto

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Uma sondagem da Universidade Doutor em Segundos para o Imprensa Falsa revela que, se as eleições fossem hoje, Manuel «Palito» recolhia a maioria das intenções de voto, seguido do Partido Socialista.

O protagonismo conquistado pelo homicida no último mês, fizeram com que «Palito» acabe por ser a principal escolha dos portugueses para os representar no Parlamento europeu. Na verdade, os portugueses nem se lembram do nome dos restantes candidatos.

«Ai, eu vou votar no Palito, pode ter a certeza, e lá em casa votamos todos Palito», garante Simplícia, depois de ter sido inquirida. Confrontada com o facto de o homem, por um lado, não ser candidato, e por outro, ser um homicida, Simplícia reconhece que isso pode ser eleitoralmente um problema, mas também lembra que ele só deu cabo de dois portugueses, enquanto os restantes candidatos é às valas comuns.

Azul eléctrico das novas fardas da PSP serve para atrair criminosos como moscas

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[Foto: André Kosters/Lusa]
«Stik», foi este o som que se ouviu esta quarta-feira durante a apresentação da nova farda da PSP. Quando os agentes da PSP exibiram a nova farda, esperou-se alguns segundos até que um traficante foi logo atraído pelo azul eléctrico.

«Stik stik», mais dois, logo de seguida, desta feita foi um carteirista que ia a passar e o seu cúmplice.

«Stik», outro. Mas desta vez foi um turista. A direcção da PSP lamenta o sucedido.