Agentes da PSP têm de separar tampinhas e devem usar a força se elas tentarem resistir

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Depois de terem sido obrigados a separar tampinhas, os agentes da PSP ficaram esta sexta-feira a saber que estão autorizados a usar a força se as tampinhas tentarem resistir.

Segundo o comunicado do Comando da PSP, «pretende esta polícia que a separação das tampinhas ocorra de forma ordeira, mas se as mesmas oferecerem resistência, nomeadamente não querendo largar as garrafas onde estão enroscadas, estão os agentes autorizados a usar a força, nomeadamente a aplicação de uma carga sobre os recipientes».

No entanto, o Comando faz um apelo para que o uso da força seja sempre proporcional ao tamanho do recipiente e da tampinha, depois de se saber que dois agentes terão alegadamente saltado para cima de uma embalagem de iogurte líquido, que ainda por cima era apenas um repórter de imagem a cobrir a primeira operação policial de separação das tampinhas.

Espanhóis falam alto e jantam às quinhentas: Lisboetas preparam-se para duas noites em claro

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Os lisboetas preparam-se para passar as próximas duas noites em claro e não são só os lisboetas que alugaram as casas. Vão passar todos duas noites em claro, porque ninguém consegue dormir com esta gritaria. Como se sabe, os espanhóis falam alto e começam a jantar por volta das três da manhã, de maneiras que à hora a que Lisboa desperta eles costumam estar a pedir os cafés.

«OLHE, VOU TENTAR PASSAR PELAS BRASAS UM BOCADINHO AMANHÃ, QUANDO ELES ESTIVEREM A DORMIR A SESTA», gritou Simplício, porque de outra forma não o ouvíamos, já que um grupo de adeptos espanhós estava a passar ao lado.

Editorial: As faltas dos políticos não são um problema, o problema é quando eles aparecem

Parlamento-Europeu

Felizmente, a campanha para as eleições europeias está a ser marcada por muito pouca política europeia, que, como se sabe, é uma coisa muito chata e enfadonha. A marcar a contenda eleitoral estão, como quase sempre, factos de somenos e questiúnculas, coisas que também são chatas e enfadonhas, mas ainda assim mais apelativas que as quotas do peixe.

Uma das coisas que se tem discutido, por exemplo, é a produtividade e as faltas dos eurodeputados. Sabe-se, por exemplo, que Francisco Assis foi dos eurodeputados que menos produziu e mais faltou, quando passou pelo Parlamento europeu. Não sei se esta informação é verdadeira, pois por defeito profissional desconfio sempre muito da imprensa.

Seja como for, a ser verdade, este é provavelmente o maior trunfo de Francisco Assis nestas eleições europeias, mais do que qualquer ideia ou concepção que o candidato tenha sobre o projecto europeu. Isto porque no caso dos políticos, quanto mais faltas e menos produzirem melhor para todos. Os políticos são os únicos profissionais a quem se pede que não apareçam no serviço.

No lugar de Assis, eu até gritava nos discursos: «Minhas amigas e meus amigos, quem produziu menos, quem foi? Quem é que raramente pôs os pés no Parlamento? Quem é que ia lá só buscar o cheque e mesmo assim às vezes pedia para pagarem pela internet, quem era? Era eu meus amigos e minhas amigas…»

Mas Rangel e Melo não se podiam ficar e teriam rapidamente de ripostar: «O candidato do Partido Socialista diz que foi o que produziu menos, mas é falso, minhas amigas e meus amigos. Vejam aqui os registos do Parlamento europeu, no último mandato. Ninguém fez menos do que eu. Vejam o gráfico. Aliás, há pessoas que não foram eleitas para o Parlamento europeu, que nem sequer se candidataram, mas ainda assim produziram um pouco mais do que eu. As crianças nas visitas de estudo ao Parlamento europeu, por exemplo, fizeram muito mais do que eu. E discursaram, cada um, em média mais 120 minutos.»

A verdade é que a falta de produtividade e as faltas entraram definitivamente no debate político. E os eleitores vão poder finalmente votar em consciência nos candidatos que, pelo seu passado, pelas ideias que defendem e pela folha de presenças, prometem aparecer menos vezes.

Sondagem Europeias: Homicida Manuel «Palito» lidera as intenções de voto

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Uma sondagem da Universidade Doutor em Segundos para o Imprensa Falsa revela que, se as eleições fossem hoje, Manuel «Palito» recolhia a maioria das intenções de voto, seguido do Partido Socialista.

O protagonismo conquistado pelo homicida no último mês, fizeram com que «Palito» acabe por ser a principal escolha dos portugueses para os representar no Parlamento europeu. Na verdade, os portugueses nem se lembram do nome dos restantes candidatos.

«Ai, eu vou votar no Palito, pode ter a certeza, e lá em casa votamos todos Palito», garante Simplícia, depois de ter sido inquirida. Confrontada com o facto de o homem, por um lado, não ser candidato, e por outro, ser um homicida, Simplícia reconhece que isso pode ser eleitoralmente um problema, mas também lembra que ele só deu cabo de dois portugueses, enquanto os restantes candidatos é às valas comuns.

Azul eléctrico das novas fardas da PSP serve para atrair criminosos como moscas

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[Foto: André Kosters/Lusa]
«Stik», foi este o som que se ouviu esta quarta-feira durante a apresentação da nova farda da PSP. Quando os agentes da PSP exibiram a nova farda, esperou-se alguns segundos até que um traficante foi logo atraído pelo azul eléctrico.

«Stik stik», mais dois, logo de seguida, desta feita foi um carteirista que ia a passar e o seu cúmplice.

«Stik», outro. Mas desta vez foi um turista. A direcção da PSP lamenta o sucedido.

Liga dos Campeões: Quartos a 1000€ não é caro se comparado com o que adeptos vão pagar de táxi

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Aproxima-se a Final da Liga dos Campeões e sabe-se que o preço dos quartos em Lisboa chegou aos 1000 euros, as salas aos 950, quem já só conseguiu alugar um corredor teve de pagar 800 euros, cozinhas e casas de banho 780, arrecadações 700, 750 se tiverem saída de ar, e átrios de prédio 650.

No entanto, todos estes valores não chegam a ser impressionantes se comparados com o que os adeptos vão pagar de táxi.

«Ora então, são 2000 euros… vou tirando as malas», afirmava Simplício, esta tarde, depois de levar dois adeptos do aeroporto até ao hotel. «É um pouco caro», desabafou um dos adeptos. «E eu vim por um atalho…», garantiu Simplício.

Cachorros criticam a era digital porque agora quando fazem asneiras levam com o iPad

[the_ad id=”10494″] As novas tecnologias e a era digital vieram facilitar muito a vida às pessoas, mas os cachorros têm muitas saudades do papel e do jornal, pois hoje em dia, quando fazem asneiras, levam com um tablet.

«É aqui que se faz xixi, Bolinhas, é?», perguntava Simplício, dono do Bolinhas, antes de lhe dar com o iPad no focinho para ele aprender que não é ali que se faz xixi. «Ai…!», desabafou depois. «Xixi é na rua!», gritou então mais uma vez, dando novamente com o tablet no bicho.

Recorde-se que Bolinhas é o primeiro de uma família de rafeiros a levar com as novas tecnologias. O seu pai, Óscar, ainda aprendeu a fazer xixi na rua com exemplares do Público, Diário de Notícias e A Bola.

Troika só deixou Portugal porque também foi obrigada a emigrar

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A Troika deixou Portugal mas desengane-se quem pensa que foi porque o programa de ajustamento foi concluído com sucesso. Na verdade, a Troika abandonou o país porque também foi obrigada a emigrar.

«Há poucas ofertas no nosso sector», garantem os senhores do FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. «Ainda me lembra quando havia imensa coisa para cortar… era uma maravilha, o telefone não parava de tocar, havia dias em que chegava a cortar em pensões, salários, tudo…», recorda o senhor do FMI. «Agora é uma tristeza, parece que já está tudo cortado», conclui.

Ir ao Guincho comer um peixi… cachorro

Se o Guia Michelin não fosse betinho e também atribuísse estrelas a cachorros quentes vendidos em carripanas vintage, os hot dogs do Guincho levavam pelo menos duas estrelas.

A velhíssima Citröen está por esta altura do ano ali estacionada ao pé da Boca do Inferno, o que significa que tem uma das mais belas esplanadas do mundo. Quando não estamos com a vista tapada pelo avantajado cachorro, podemos contemplar tranquilamente o Atlântico.

Quando digo tranquilamente, é mesmo tranquilamente, pois não há nada à volta. Não há uma papelaria, um parque infantil, um cruzamento, uma lavandaria. Nada. Temos uma estrada, uma ciclovia, um precipício, um oceano e a Citröen amarela.

O Atlântico é também a vista ideal enquanto esperamos pela dilatação da boca, porque só quem come hot dogs sabe o que custa comer um hot dog. Tanto assim é que, nos cachorros maiores e mais completos, já são poucas as pessoas que não pedem uma epidural antes. E quando optam por comer em casa, quase sempre recorrem ao apoio de doulas.

Claro que este artigo sobre os hot dogs do Guincho deve apanhar tudo em dieta, porque depois de deglutirem dezenas de cabeça de gado e respectivos enchidos durante o Inverno, anda tudo a sucos e tofu para não se estragar a imagem da nossa costa durante o Verão.

Acontece que ninguém deve deixar de comer hot dogs, desde que, por exemplo, se vá a pé. Ir comer um cachorro quente a pé é melhor do que ir comer uma pescada cozida de automóvel. Claro que se for comer uma pescada cozida a pé, não tenho mais nada a dizer.

Ministra das Finanças diz que emigração pode trazer benefícios, nomeadamente ao nível do trânsito

«Ainda hoje… acordei tarde, de maneiras que nem tomei banho com medo de chegar atrasada, mas afinal não havia trânsito nenhum, porque a maioria das pessoas que se deslocava todos os dias para a baixa foram para a Austrália», explicava esta manhã a ministra das Finanças, no final de uma conferência onde defendeu que a emigração pode trazer benefícios ao país.

«Chegar ao balcão da pastelaria, para tomar o pequeno-almoço, também era uma prova olímpica, enquanto hoje até podemos comer o croissant com os cotovelos esticados», regista também a responsável pela pasta das Finanças.

Questionada sobre o que acontecerá quando as pessoas que agora emigraram começarem a regressar, Maria Luís é peremptória: «Ah, então aí temos de ir a gente, não é!? Alguém tem de ir trabalhar para se viver aqui à grande»