Segunda-feira, Julho 1, 2024
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Inundações, crateras: Câmara diz que está só a preparar os lisboetas para as alterações climáticas

alteracoes_climaticasAs pessoas que vivem e trabalham em Lisboa até se podem queixar das crateras no chão, das inundações sempre que chove e dos tapumes a voar sempre que faz vento, mas a verdade é que não haverá pessoas no mundo mais bem preparadas para o fenómeno das alteraçoes climáticas do que as pessoas que moram em Lisboa ou que lá trabalham.

Recorde-se, de resto, que o próprio homo lisboeta tem vindo a evoluir, tendo hoje as membranas entre os dedos das mãos e dos pés maiores, o que lhe pemite nadar melhor. Por outro lado, o homo lisboeta que mora na Baixa nos andares mais baixos já começou a desenvolver guelras ou pelo menos tem hoje uma capacidade de resistência em mergulho que lhe dá tempo de alcançar a casa dos vizinhos de cima, isto se não houver conflito entre os vizinhos e os de cima não lhe fecharem a escotilha, situação em que só lhes restará mesmo a pequena guelra que desenvolveram, que ainda não serve para sobreviverem muito tempo, mas dá pelo menos para irem ligar o gás e mandarem tudo pelos ares por vingança.

Relativamente ao vento e à queda de objectos suspensos, o cocuruto dos lisboetas também já é mais resistente do que o da maioria das pessoas, sendo até equiparado em força e resistência ao capacete de trolha, mas o mais seguro quando há vento ainda é ir para o meio da estrada, o que os lisboetas também já fazem porque o passeio está uma lástima. Por aqui que se percebe que a prevenção de intempéries e catástrofes tem de ser vista de uma forma integrada nas cidades. O passeio com buracos atira as pessoas para o meio da estrada, afastando-as do perigo de queda de objectos suspensos ou pelo menos dos pingos incomodativos que caem dos aparelhos de ar condicionado ou das varandas acabadinhas de lavar.

Neste contexto, defende a autarquia, este ambiente inóspito pode parecer desagradável, mas mais desgradável é começar o degelo e uma pessoa ser apanhada desprevenida. «Quando os lisboetas tiverem a enorme responsabilidade de repovoar o planeta e partir novamente à descoberta em caravelas, queremos ver se ainda vão achar tudo uma vergonha», afirma fonte da autarquia.

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